06
Out 09

Depois de beber o sangue de Bill eu tinha ficado estranha, mas com o sangue de Eric era uma espécie de nova mistura que se criava em mim. Tinha os sentidos mais aguçados, e subitamente uma vontade e sede de sangue… mas não de sangue humano. Será que me estava a viciar em sangue de vampiro?

Quando Bill e eu fazíamos amor agora a tendência era para eu querer o sangue dele. Mas agora estava a ficar estranhamente esfomeada, Bill tinha desaparecido, e a opção que me restava era o meu chefe vampiro, Eric. Estava no meu dia de folga e por isso decidi ir vê-lo. Quando entrei no seu bar, Eric tinha acabo de acordar, mas vinha com um aspecto impecável. - Sookie, querida. Ainda bem que me vieste ver, pelo menos de forma voluntária – disse Eric de forma sensual.

- Não estou aqui para isso, Eric.

– Eu sei o que queres Sookie, e apesar de saber que sou a segunda, ou melhor a última escolha estás aqui para eu te ajudar. Falei com Bill, e posso dizer-te que por teres bebido sangue nosso não te leva a teres “sede”, muitos vampírofilos o fazem como sabes. Mas… - parou ele preocupado – tu não és propriamente uma humana normal. Por isso vou-te levar a um sítio. E Sookie se quiseres podes beber do meu sangue – disse Eric divertido.

Olhei para Eric e pensei porque não? Estava a ficar fraca, esganada. Ele fez um corte no seu pescoço, podia ser num local menos propenso a confusões, mas com a sede que tinha, aceitei de bom grado. Ele sentou-se, pegando-me nos seus braços e sentando-me no seu colo, encaminhou os meus lábios para o seu pescoço, e durante alguns minutos somente pensei em saciar a minha fome com o seu sangue, doce, salgado e espesso. Mal terminei, Eric passou os seus dedos pela minha boca limpando o sangue que na minha avidez tinha escorrido, com os seus lábios retirou-o do meu pescoço e após ter terminado colocou-me de pé. – Sookie precisas descansar, partimos amanhã á noite. Até lá. E foi-se embora deixando-me subitamente nervosa… e estranhamente excitada.

Na noite seguinte partimos e já a caminho Eric diz-me - Sookie, espero que estejas preparada, o que vais encontrar pode impressionar-te. E ah… é aqui que o Bill se encontra. Olhei para ele surpresa e segui o resto do caminho calada. Subitamente parámos em letras bastante visíveis pude ler “ Clube de Sangue”, olhei para Eric que me acenou afirmativamente e caminhei não sabendo o que iria acontecer a seguir.

publicado por sangue-fresco às 10:16

Sam andava animado com o facto de não ser ele o único metamorfo existente, pelo menos nos EUA. Compreendia o que ele sentia, sobretudo no momento em que conheci também eu em Dallas um outro telepata. Bill e eu andávamos ocupados com os trabalhos pedidos por Eric, no entanto hoje tinha a noite de folga e ia ter com ele.

- Arlene, vou buscar a minha mala ao escritório de Sam. Vou sair com Bill. – disse encaminhando-me para a saída.

A porta estava entreaberta e o que vi deixou-me surpresa, estarrecida e… espantada. Sam, com as calças ao fundo das pernas, beijava na boca, nos ombros, lábios, seios, (tudo o que os seus lábios conseguisse apanhar) uma ruiva ofegante, sentada em cima da secretária, e com as pernas enroladas em torno da cintura de Sam… Nunca pensei que Sam fosse tão…selvagem. Estúpida, repreendi-me, ele afinal transforma-se num lobisomem.

Mas o que aconteceu deixou-me mais atónita. Enquanto Sam arremetia contra a mulher, os dois transformavam-se em vários animais, dois lobisomens (no caso dela não devia ser lobimulher, nunca tinha pensado nisto), dois cães, dois gatos, até em dois veados. Foi nesse momento que decidi afastar os olhos e ir embora mesmo sem a mala. Despedi-me das minhas colegas e fui para casa. Tomei banho, vesti a minha nova langerie, uma que Bill ainda não conhecia, pus um casaco comprido em cima e fui directamente para casa do Bill.

Entrei de rompante. – Olá minha querida. – Foi a única coisa que ele teve tempo de dizer, quando lhe saltei para o colo, e o fiz encostar à parede. Freneticamente beijei-o em todos os locais em que encontrei um pouco de pele. Bill estava-se a conter e por isso, junto ao seu ouvido ronronei, - Só por hoje faz o que quiseres de mim! – disse eu a sorrir de forma maliciosa. Não foi preciso repetir, Bill agarrou em mim, pôs-me sobre o ombro e levou-me para a sua cama.

Mãos, bocas, corpos delirantes roçavam-se um no outro, Bill estava fora de si como nunca o vi e eu também. Depois de um bom bocado, ofegante, Bill olhou para mim surpreso, - Querida, quase deste cabo de mim. O que tiver acontecido, gostei. E voltou a beijar-me levando-me para outro mundo.

Não sei o que aconteceu nesse dia, talvez a selvajaria de Sam tenha passado e actuado em mim, talvez os metamorfos exalem em si algo que nos faça ousados, ou talvez o meu desejo por Bill tenha provocado esta reacção, o que tivesse sido, também gostei.

publicado por sangue-fresco às 10:13

O choque era demasiado grande! O Bill estava a trair-me, eu sentia já um pouco da traição dele beber quando ele queria beber sangue humano, não o meu para não me esgotar (quando era grande a sua vontade de beber sangue humano), mas de uma forma que uma mulher sabe que é impossível perdoar, apesar de se amar essa pessoa, pelo menos eu sou assim.

Claro que Eric sabia o que se estava a passar, ele sabia de tudo, por isso ele disse-me onde Bill estaria, e o que estaria a fazer, e com quem. Eu não sabia quem era a vampira com quem Bill supostamente me estava a trair - segundo ele me disse antes de se ir embora, seria um trabalho -  nem queria saber, porque a raiva e o ódio eram tão grandes, assim como a decepção e o desgosto, não sei o que me doía mais: se a traição de Bill ou, no fundo saber que mais tarde ou mais cedo isso iria acontecer.

Não consegui dizer nada, só conseguia ficar a olhar e a sentir o meu coração ser arrancado. Pela primeira vez na minha vida, eu confiava em alguém para amar, alguém a quem entregar o meu coração sabendo que nunca lhe iria ler o pensamento, nunca iria saber o que essa pessoa iria pensar sobre mim e sobre a minha “deficiência”. Bill, pela primeira vez tinha conseguido chegar onde mais ninguém tinha chegado: ao meu coração.

Mas a sua traição explícita, não  era com essa vampira, mas com uma humana como eu, o que ainda dói mais.

Só me resta uma saída: sair do “Clube de Sangue”, voltar para Bon Temps, esquecer-me de Bill, Eric, e tudo o que esteja relacionado com vampiros. Talvez me volte para outra criatura sobrenatural: Sam. Ele sim, esteve comigo nos bons e maus momentos, sem pedir, nem exigir nada. Nunca tive que lhe fazer favor nenhum (pelo menos, que me pusessem a vida em perigo), e sempre foi muito paciente comigo, não querendo saber se eu conseguia ler ou não os pensamentos das outras pessoas, já que a dele também nunca consegui (bom sinal!).

Assim sendo, no momento em que estou a sair do clube, Bill viu-me, correu atrás de mim, chamou-me, mas não me conseguiu apanhar. Não olhei para trás, não queria saber dele, só queria voltar para a minha casa, e esquecer…esquecer tudo o que tinha visto naquela noite…esquecer Bill… esquecer Eric (no fundo o culpado de ter descoberto a traição de Bill) … esquecer que existiam vampiros… apenas esquecer…

publicado por sangue-fresco às 10:07

Estava particularmente excitada nesse dia. Não excitada como quando via Bill, mas uma sensação inebriante. Ia conhecer o chefe dos vampiros, este tinha tido curiosidade em conhecer-me, depois de Eric me ter elogiado. Estávamos no Fangtasia há algum tempo, e eu estava impaciente.

- Acalma-te Sookie. Ninguém te vai fazer mal. – Disse Bill ao meu ouvido na sua voz calma. Agarrou-me a mão e esperou comigo. O que vi entrar não era de todo o que estava á espera. Uma mulher ruiva, de mais ou menos um metro e setenta entrou pela sala principal do bar seguida por um séquito de vampiros e humanos. Andava de forma confiante, devia ter mais ou menos 30 anos quando transformada e era linda. De estranhar que uma mulher manda-se em todos os vampiros. Passou por mim, cheirou-me e sentou-se no lugar a ela reservado.

- Olá Sookie.- falou ela num sotaque claramente inglês – Chamo-me Stella. Estava ansiosa para te conhecer sabes. Nesta vida, ou morte – riu-se de forma espontânea e verdadeira – já ouvi e vi muita coisa. Sou mais velha do que possas imaginar, quando surgiu a Humanidade, aparecemos nós também. Mas isso não interessa. Estou interessada em te fazer uma proposta. Por isso vim aqui, querida Sookie.

Bill, ao meu lado estava igualmente fascinado, Eric e Pam esperavam receosos. Esta mulher, simpática e bela, podia ser igualmente mortal e perigosa. - Sookie, és uma grande mulher, os teus dotes são inimagináveis e quero que passes a trabalhar para mim. Que me servas. Terás a hipótese de descobrir o porquê de seres assim e talvez quem sabe ensinar os nossos homens, se puderem ser ensinados. Seremos mais poderosos.

Bill ao meu lado apertava-me contra ele como se fosse uma posse ou um tesouro do qual não quisesse abrir mão. Não sei que iria fazer.

- Posso pensar um pouco? – perguntei atrapalhada.

Com um aceno cordial de cabeça ela responde-me que sim. Antes que pudesse agradecer Bill agarrou-me pela mão e saímos a correr do bar. Metemo-nos no carro e partimos a alta velocidade. Ele sabia que eu não queria uma vida assim para mim, que tínhamos de encontrar uma saída.

- Obrigada Bill, mas agora o que podemos fazer, o que vamos fazer?

- Não sei Sookie, mas arranjaremos uma maneira, nem que tenhamos de pedir a ajuda a Eric ou outro mais poderoso. Só sei que isto importa, isto interessa. Puxou-me para o seu colo, beijou-me com desespero, fúria, desejo e amor. O último pensamento coerente que tive, antes de Bill me desabotoar as calças e enfiar os seus dedos gélidos em pontos há muito descobertos por ele, foi que independentemente de tudo estaríamos juntos.

publicado por sangue-fresco às 10:06

A vida em Bon Temps estava relativamente calma, quão sossegada pode estar numa cidade em que metade das pessoas diz mal da outra metade.

Neste dia, no bar, o movimento não era muito, pelo que aproveitei para me sentar e falar um pouco com Sam, que limpava o balcão.

- Então continuas a ver aquela rapariga de Dallas, a metamorfa? – perguntei curiosa. Era estranho para mim falar com Sam desses assuntos, em parte porque era meu patrão, e por outro lado sabia que tinha gostado de mim.

- A Luna?? Sim. Ela é muito… como dizer diferente. Mas tenho aprendido bastante com ela, e com todos os outros, nem sabes no que nos podemos transformar.

Ui, pensei eu, ia ter mais cuidado quando visse uma formiga ou simples bicho-de-conta a passear-se pela minha varanda.

- Ainda bem Sam, pensei que este tipo de realidades acabava com a descoberta dos vampiros, mas apenas…

Não consegui acabar a minha frase, nesse momento, Luna, a metamorfa que me tinha ajudado em Dallas, há algum tempo, entrou no bar, mais magra, meio cambaleante e com a cara marcada por uma mancha de sangue seco, vinha em muito mau estado. Corri para a amparar…

- Sookie, ainda bem que consegui chegar aqui, eles… eles.. – disse ela com dificuldade – eles descobriram que nós existimos.

- Eles quem? – perguntei. Mas antes de me responder Luna morreu nos meus braços. Fiquei aterrada. O telefone do bar, que começou a tocar naquele momento, quebrou o silêncio que se tinha formado.

Um Sam petrificado mexeu-se para atender. Eu compreendia o que lhe passava pela cabeça. Quando finalmente encontrava alguém, essa pessoa morria.

- Sookie, é o Bill. – Disse-me Sam, passando-me o auricular.

Ouvi a voz de Bill – Sookie, avisa o Sam e tem cuidado, a Irmandade do Sol é mais poderosa do que pensávamos. Em apenas algumas semanas voltou a reconstruir-se, tem chefes em locais elevados da política e polícia…. e eles descobriram a existência de outros seres especiais. Estamos todos em perigo. Não lhe consegui responder… a Irmandade do Sol voltava. E agora que ia ser de nós criaturas, seres e pessoas diferentes estaríamos condenados, para onde iríamos…  Com Luna nos braços fiquei sentada no chão do bar, a pensar no que iria acontecer-me.

 

publicado por sangue-fresco às 09:52

Era um dia normal de trabalho, os meus pés estavam a chorar por um pouco de descanso, mas ainda faltavam 2 horas de trabalho, já que era uma sexta-feira e parecia que toda a gente da cidade decidiu sair HOJE á noite.

- Sookie, na mesa 7 precisam de mais cerveja – disse Sam.

Reparei que não havia mais, tinha de ir ao armazém. Chegada lá fora senti uma presença estranha, pensei de imediato que era o Bill. De repente algo toca em mim, me abraça e toma nos seus braços, beijando-me e eu pressentindo que já conheço esse alguém deixo-me ir na espiral de emoções. Meio atordoada dou por mim encurralada entre o seu corpo e a parede, nunca nesses momentos os seus lábios deixam de tocar os meus. Mas passado algum tempo sou acordada deste transe por uma voz que grita, - Larga-a sua besta!! É a voz de Sam. Atrapalhado solto-me do seu abraço e percebo que estava a beijar Eric. Deus do Céu só posso estar doida…

Entre os meus pensamentos e recriminações só vejo um lobo irromper contra Eric, certamente Sam, este tenta desesperadamente morde-lo, feri-lo, e consegue, consegue afincar os afiados dentes no dedo grande do pé de Eric… meio horrorizada faço uma nota mental para me rir mais tarde, mas agora estou demasiado ocupada a pensar numa maneira de acabar com luta.

Mas, subitamente, Bill chega. Aliviada corro para ele. - Bill ainda bem que estás aqui. Por favor acaba com isto – digo-lhe eu desesperada.Saindo do meu lado com um salto Bill irrompe na luta, mas ao invés de separá-los começa também ele aos murros, pontapés e cabeçadas. No meio de pés, cabeças, patas e focinho por vezes tenho a esperança que um deles ganhe, mas nada. Até que de repente tudo fica em silêncio e os três homens, Sam agora tinha mudado para o seu modo humano, começam a rir. Eric com o dedo do pé em sangue, Sam com um galo na cabeça e com tufos de cabelo solto e Bill com um olho negro e agarrado às suas doridas costas.A minha primeira reacção foi espanto. De repente Sam fala: - Venham daí. Hoje é sexta-feira vamos beber um copo. Paga-vos uma cerveja. Ou não, cada um bebe o que quer.

Sam, a olhar para Eric responde: - Por hoje podemos fazer uma trégua. E a rir abandonam o armazém e sozinha me deixaram para ir beber algo.

publicado por sangue-fresco às 09:50

Encontrava-me no escritório de Eric, este tinha-me chamado para resolver um “grave problema”, como ele mesmo disse, no entanto estava convicta de que podia ele mesmo tê-lo solucionado. Nessa noite, Bill não tinha podido ir comigo, tinha assuntos a tratar como investigador na Área 5.

Depois de um telefona estranho, Eric ficou com o semblante indecifrável e pressenti que algo de anormal se passava.

- Sookie precisamos ir a Bon Temps, eu levo-te. Não me perguntes o que é, não to vou dizer. – disse passando com os nós dos dedos no meu rosto pálido – Eu estou contigo.

Partimos assim no seu carro, acompanhados por um silêncio profundo. Por vezes Eric acariaciava-me as mãos, ou passava os seus dedos pelo meu cabelo ou face, como para me acalmar, mas aquilo tinha o efeito contrário, preocupando-me. Estavam a passar pela minha cabeça imagens do Bill agarrado a outras mulheres, ou a dizer que tinha pensado melhor e que tinha de morrer ou então Jason ou Sam no hospital.

Estava a desesperar e enquanto pensava em tudo isto, chegámos á cidade virámos para a casa do meu irmão. Sai do carro a correr, deixando Eric ainda a sair do carro, e o que vi deixo-me furiosa mas aliviada, preocupada mas divertida. Jason estava na rua em cuecas, aos gritos para que uma Liz, desvairada, e em roupa interior o solta-se de onde se encontrava atado e o deixa-se regressar a casa.

Os dois, minutos antes deveriam estar no bem bom, mas agora…Blac, estava a ser demasiado explícita nos meus pensamentos.

- Sookie, ainda bem que chegaste. Esta louca não me deixa entrar em casa, na MINHA casa. Diz-lhe que tem de se ir embora. Ah, e que não pode amarrar as pessoas, bem amarrar as pessoas tempo demais – disse-me Jason indignado.

- Jason – disse eu – Pensei que já tinhas começado a crescer.

Estava a começar a desatar as cordas, quando ouvi gargalhadas bastante sonoras. Eric… Tinha-me esquecido dele. - Pára de te rir, eu a pensar que era algo grave, assustaste-me - gritei-lhe furiosa – Como ficaste a saber?

- Um dos meus funcionários foi avisado de que algo estranho andava a rondar a cidade, e que se deslocava para aqui. Isto foi apenas um bónus que ele encontrou pelo caminho – respondeu ele a rir-se descaradamente.

- Jason que aconteceu ali dentro – pergunto eu meio a rir também– e aqui fora?

- Não sei bem. A Liz está doida, fora de si.

- Isto pode estar relacionado com o ser que vagueia por estes lados? – perguntei a Eric.

- Depois do que aconteceu há umas semanas, com a nossa amiga Callisto, não sei o que pode ocorrer. Mas o que estiver aí a passear, de certeza que nos pode trazer problemas.

 

publicado por sangue-fresco às 09:46

Ser-se traída pela pessoa amada é um sentimento cruel. Depois do escândalo, a surpresa do acto, vem o sufoco, a angústia, o desespero. Sookie, ao encontrar Bill com duas belas vampiras, começou a ficar com falta de ar. Aquilo não lhe podia estar a acontecer. O seu Bill, o seu vampiro.

Num instante, Bill apareceu à sua frente, agarrando-a nos pulsos, com firmeza, numa tentativa de a acalmar. Mas como poderia ela ter calma num momento daqueles? O homem, o vampiro com quem ponderara casar, tinha-a traído, não com uma, mas com duas mulheres, ou melhor, vampiras. Da sua tristeza às náuseas, Sookie começa a empurrar Bill, mas devido à sua força, continuavam em contacto físico.

É então que Eric entrevem na situação empurrando-o. A sua força era superior à de Bill, sempre fora. Bill arreganha os seus dentes pontiagudos. Eric ia responder ao ataque quando Sookie o agarra pela cintura.

- Não quero que briguem, ainda se matam um ao outro – suplicou. Vamos embora daqui Eric. Tira-me deste lugar.

Entre Bill e Eric houve uma troca de olhares e rosnares grotescos. As duas vampiras sorriam cinicamente. A porta fecha-se com Sookie nos braços de Eric. Ele levava-a para longe de Bill, que ainda estava estendido no chão, enquanto o rasgão que Eric lhe provocara no peito sarava.  

Quatro mãos envolveram-no, carinhosamente. Mãos pálidas, frias e macias que lhe massajavam o peito, ainda um pouco dorido.

- Deixem-me sozinho – rosna Bill.

- Nem penses querido – diz a vampira morena.

- Ainda não terminamos o nosso contracto – diz a vampira ruiva.

Bill, que permanecia imóvel, deixou-se levar pelas fantasias das duas, enquanto a sua mente travava numa imensidão de pensamentos. Ele queria a sua Sookie. Se pudesse, o seu coração poderia palpitar por ela, até poderia sentir o calor no seu corpo só de pensar nela. Mas todo ele era um bloco de gelo. Um ser miserável capaz de trair a mulher que amava. Bill sentia nojo de si mesmo.

- Se ao menos ela pudesse compreender! – Suspirou.

publicado por sangue-fresco às 09:44

Sookie não queria crer que poderia tolerar, por tanto tempo, Eric. Depois de descobrir a traição de Bill, Eric era como um guarda-costas para ela, até mesmo um ombro amigo. Nunca imaginara que aquele vampiro pudesse ser tão meigo e carinhoso. Sempre o vira como um ser a quem não deveria dar muita confiança. Pelo menos, fora sempre o que Bill lhe dissera.

Mas Sookie gostou de descobrir o pouco de humanidade que existia dentro de Eric, tornava-o num ser mais belo e encantador.

Depois de duas semanas a partilharem a mesma casa, a sua sensibilidade crescia. Sentia tanto a falta de Bill como desejava nunca mais ver a sua cara, o seu corpo.

Sookie olha de esguelha para Eric, que estava sentado num sofá bolorento a ler uma revista. Como ele é belo! Mas eu amo o Bill, ou amava…

- Passa-se alguma coisa Sookie? – Pergunta-lhe Eric.

- Nada, nada! Apenas estava a olhar para ti.

Nesse mesmo instante, enquanto uma revista voava pelo ar até cair ao chão, Eric aparece-lhe à frente.

- Tens algo que queiras dizer? Ou fazer? – Sussurra-lhe Eric ao ouvido, puxando-a pela cintura até ao seu corpo gélido.

- És um ser simplesmente belo Eric. Tenho que te agradecer todo o apoio e conforto que me estás a dar. Talvéz…

- Talvez possa compensar-te por tudo isto. Já não seria a primeira vez.

Ao ouvir estas palavras, Eric não pode disfarçar o seu entusiasmo, até porque os dois estavam praticamente colados.

Sookie vislumbrou a cara pálida do vampiro ainda mais de perto, e antes que pudesse sequer pensar em esquivar-se, Eric, acariciando-lhe a face e os seus cabelos, beijou-a.

Foi um beijo algo apaixonado, terno e bastante molhado, mas não fora épico.

Quando Eric lhe olha nos olhos e se encaminha para outro beijo, Sookie precipita-se e mete-lhe um dedo nos lábios.

- Tem calma Eric. Eu ainda amo o Bill. Não o consigo perdoar, pelo menos por agora, mas ainda o amo. Porém, começo a ponderar se não deverei seguir em frente, mas ainda é bastante cedo, não me sinto preparada. Nem para ti Eric. Mas começo a gostar bastante de ti. – Sookie baixa a face, olhando para o chão corada.

Eric, um pouco abatido, larga Sookie dos seus braços e volta para o sofá bolorento, prosseguindo a sua enfadonha leitura.

publicado por sangue-fresco às 09:41

O que mais me chocou quando entrei naquele bar não foi a cabeça de Bill metida entre as pernas de uma mulher qualquer.

O que mais me chocou foi o aspecto que a vampirófila de quem ele bebia tinha, com o seu cabelo pintado de preto mal disfarçando as raízes loiras, com um top que mal lhe cobria os mamilos e com a mini-saia que tinha o tamanho indicado para alguém que trabalhasse em “serviços” numa zona de descanso para camionistas!

Dirigi-me directamente a eles e parei a olhar a cena.

Não que eles notassem, claro, tanto prazer pareciam estar ambos a retirar do facto de Bill estar directamente a beber sangue da veia da virilha dela.

- Vais só beber ou também vais dormir com ela? – acabei por perguntar com o tom de maior indiferença que consegui imitar.

Ele olhou para mim com os olhos muito abertos da surpresa de me ver ali. Por cima do lábio tinha um pouco de sangue que lhe dava um aspecto ridículo e demonstrava bem como se tinha estado a lambuzar.

- Sookie, eu… – ia ele dizer, mas olhou em volta durante um segundo e acabou por se calar.

Com um tom frio, quase como se não me conhecesse, perguntou-me se poderíamos falar daí a pouco, lá fora.

- Não, não podemos. Estás ocupado e eu acompanhada. E limpa a boca antes de falares com mais alguém.

Virei costas e fui ter com o Eric que me tinha acompanhado até ali para me manter segura até que eu encontrasse Bill. Mas o que agora me passava pela cabeça era algo mais parecido com eu e o Eric sem roupa num quarto de hotel qualquer.

Era uma ponta de desejo pelo que tinha acabado de ver Bill fazer com outra e preferia que fizesse comigo combinada com uma terrível vontade de vingança.

Bill sempre dissera que eu lhe pertencia, pois então ele também me devia pertencer!

Sentei-me ao lado de Eric e recostei-me contra ele.

Ele colocou-me o braço em torno dos ombros e eu encostei a cabeça ao peito.

A empregada veio falar connosco e perguntou-nos o que queríamos. Eu pedi um cocktail chamado Flaming Blood, que era a especialidade da casa e que ela recomendou vivamente. O Eric comportou-se como um cavalheiro e pediu o seu True Blood O+.

Enquanto esperávamos pelas bebidas rocei-me nele, passei-lhe as mãos pelas pernas e ri-me mesmo contra a sua orelha. Eric aproveitou para fazer a mão descer pelas minhas costas, mesmo até á minha cintura. Deixei-o fazer isso a contar que tivesse o efeito desejado.

Conseguia sentir os olhos de Bill a queimarem-me a nuca e nada me poderia saber melhor do que isso naquele momento. Mesmo assim apetecia-me chorar e quando as bebidas chegaram aproveitei para interromper aquela cena e dirigir-me aos lavabos.

Se ia chorar, ia fazê-lo em privado, trancada num dos compartimentos de lá.

 

Mal viu Sookie entrar na casa de banho, Bill levantou-se da sua mesa e, com a velocidade que só os vampiros têm, aproximou-se da mesa onde Eric ficara sentado.

- Porque a trouxeste aqui? Sabes perfeitamente que estou em missão e que não posso explicar à Sookie a verdade sobre o que viu aqui! – disse Bill com os olhos chispando de fúria enquanto se sentava em frente a Eric.

- Bem, ela insistiu muito para te ver. Estava cheia de saudades. – respondeu-lhe em tom malicioso e refastelou-se no assento como quem acaba de sair vitorioso de um jogo.

publicado por sangue-fresco às 09:40

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